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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Um dia de emoções fortes Festa das Cidades Criativas

Numa altura decisiva para nós, época de exames, actualizar o blogue tem sido uma tarefa muito complicada para nós. Mesmo assim, queríamos salientar as distinções que nos foram feitas no dia 4 de Junho na festa das “Cidades Criativas” e agradecer a quem nos apoiou na concretização deste projecto.

 

A entrega dos prémios começou pelo 1.º lugar correspondente ao “Melhor Blogue” durante o primeiro período e, a partir daí, o grupo entrou numa tarde de surpresas e emoções. Primeiro o 1.º Prémio para ”Intervenção Urbana”, depois o 1º Prémio “Cidade do Porto”, uma menção honrosa pelo blogue e no fim o grande prémio “Cidades Criativas”.

 

 

Além disto, gostaríamos de deixar aqui o agradecimento às pessoas ou empresas que ao longo do ano nos deram o seu apoio e fizeram com que o nosso esforço fosse reconhecido.

 

Direcção da Escola Salesiana Colégio dos Órfãos do Porto

Prof. Maria de Lourdes Leitão

Prof. José Carlos Mota

Dr. Manuel Araújo

Dr. Mário Sousa

Prof. Mário Cláudio

Prof. Maria de Lurdes dos Anjos

Poetiza Leonor Reis

Poetiza Maria de Lurdes Martins

Poeta Leandro Carvalho

Poeta Jorge Vieira

José Silva

Dra. Mónica Baldaque

Geóloga Mónica Sousa

Miguel Meira

Manuel Queirós

Técnica Diana Santos

Dra. Natividade Abreu

Dr. João Couttim

Dr. Carlos Martins

Tiago Monteiro

Looney Tuna

Câmara Municipal do Porto

PneuRubras

Norcópia

Tipografia Carmo

 

Assim, chegou mais uma das etapas do nosso projecto ao fim, mas contamos continuar a actualizar este espaço e a dar voz ao Porto.

 

publicado por Invictus às 21:31

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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

O Lançamento do nosso Livro

Após uma tarde onde ocorreram as apresentações dos projectos desenvolvidos ao longo do ano, aos pais e encarregados de educação, na disciplina de Área de Projecto, decorreu finalmente a apresentação oficial do nosso livro “Invicta – uma cidade, muitas perspectivas”, que culminou todo o trabalho realizado por nós durante o ano lectivo.

 

O lançamento do livro iniciou com a actuação da Looney Tuna, a Tuna Académica da Faculdade de Psicologia Ciências da Educação da Universidade do Porto, onde o humor e a música prevaleceram. Para eles o nosso muito obrigado.

Depois seguiu-se a leitura do prefácio e algumas passagens de cada perspectiva, pela nossa parte.

 

Mais uma vez, a professora e poetisa Maria de Lurdes dos Anjos encantou a plateia com os seus poemas alusivos à cidade do Porto e iniciou a segunda parte da apresentação, na qual lemos cada um dos nossos pontos de vista sobre o projecto e o Porto.

 

A sessão terminou com mais uma história da professora Maria de Lurdes dos Anjos, “Conversas sem pressas” na qual o preço da liberdade é posto em causa e até que ponto a juventude a sabe reconhecer.

 

A entrega dos livros foi feita aos presentes e entregamos também um dos livros da edição a Braille a uma convidada muito especial.

 

Por tudo isto, foi uma apresentação que se revelou bastante emotiva, deu-nos a oportunidade de entrar em contacto com o meio académico e acabamos por receber inúmeros elogios.

 

 

 

publicado por Invictus às 11:18

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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Reflexão - Animação

A vertente da animação e da ocupação do espaço urbano envolvendo, para tal, a comunidade, é uma das apostas mais credíveis e mais em voga no actual panorama portuense e mundial.

 

Uma cidade que cative cada vez mais turistas, que desperte o interesse dos estrangeiros, mas principalmente o dos seus conterrâneos, deve ser tomada como um exemplo para o país. A ausência de grandes eventos, ou pelo menos a falta da sua divulgação, fez-nos acreditar que este é um tema que deveria estar mais projectado na cidade do Porto.

 

Ficamos com um conhecimento mais profundo acerca dos objectivos da empresa PortoLazer, quando questionamos o Dr. Álvaro Castelo Branco, actual vice-presidente da Câmara Municipal do Porto. A sua criação foi uma das apostas recentes para a mobilização e para o despertar do interesse da população pela sua cidade. A PortoLazer, cujo objectivo passa por “projectar a cidade no futuro”, já trouxe ao Porto grandes iniciativas, como a adaptação de uma pista de gelo na Rua 31 de Janeiro, a organização do Circuito da Boavista e do Porto Open, o acolhimento do Red Bull Air Races e assegurou, mais recentemente, a animação natalícia através do projecto “Porto D’Oiro”, com tendas temáticas espalhadas por toda a cidade. Contudo, a pergunta que colocamos é aonde está essa mobilização de pessoas e essa animação no dia-a-dia da cidade?

 

Após uma reflexão cuidada, verificando a possibilidade da organização de tais eventos, pusemos de parte uma possível Feira Medieval, após o contacto com o Dr. Carlos Martins, responsável pela organização desta iniciativa em Santa Maria da Feira, que nos alertou acerca da grandeza da cidade e da dificuldade do aproveitamento da zona histórica. Tomando como exemplo a cidade de Londres, pensamos numa possível organização do Royal DeLuxe, um colossal espectáculo que foca as suas atenções em dois protagonistas que, inicialmente em lados opostos da cidade, vão divertindo e animando a população enquanto caminham ao encontro um do outro ao longo de um determinado espaço de tempo. Claro que esta iniciativa teria de se minuciosamente preparada e que a cidade não estaria apta para a receber hoje, mas seria certamente uma boa ideia a longo prazo.

 

Outra iniciativa seria a colocação de animadores de rua: palhaços a fazerem balões, malabaristas a impressionarem todos os que passassem, grupos de dança a lançarem-se para uma possível carreira. Tudo isto teria de ser autorizado e possivelmente financiado pela Câmara, através de uma organização de cada espaço e regularização de tempos de actuação, de forma a promover a alegria nas ruas. Os espaços ideais seriam a Avenida dos Aliados e a Rua de Sta. Catarina, invariavelmente os pontos de passagem quase obrigatórios nas rotinas do dia-a-dia. Por outro lado, a alma destas ruas seria revitalizada com a colocação de roullotes de rastreios de saúde asseguradas pelos alunos das Faculdades de Medicina e Medicina Dentária da Universidade do Porto.

 

O aproveitamento efectivo do Mercado Ferreira Borges era mais uma das apostas que reflectimos. A realização de feiras temáticas com a coordenação das escolas primárias ou ATL’s poderiam ocupar durante curtos espaços de tempo o Mercado e atrair mais gente a este espaço cultural da cidade. Os ATL’s poderiam também assegurar uma parceria com os lares da terceira idade da cidade, tendo em vista a realização de actividades com avós e netos, que ocupariam certamente os tempos livres de ambos. Os locais ideais para a organização deste tipo de eventos seriam o Parque da Cidade e o Passeio Alegre, cujos espaços poderiam ser aproveitados para actividades mais regulares e que envolveriam toda a população, como por exemplo as Corridas Municipais ou então organizações como a Massa Crítica.

 

Apoiamos também os eventos que ocorrem em centros comerciais, como é exemplo o Dolce Vita Porto. Tomamos conhecimento da facilidade em obter uma autorização para publicitar um ginásio ou um grupo de capoeira, ou até mobilizar os mais pequenos em concursos de xadrez, matemática ou literatura. Estas apostas são bastante positivas, na medida em que captam a atenção de todos os que por lá passeiam, e um possível acordo com a Direcção de Marketing do centro comercial poderá proporcionar uma iniciativa destas a baixíssimos custos.

 

Por fim, mas não menos importante, propomos uma revitalização dos teatros e coliseus da cidade, que por vezes parecem deixados ao abandono. Um grande evento, como é exemplo o Rock in Rio, devidamente publicitado e alternando entre os diversos espaços culturais da cidade, iria dar-lhes mais vida e mais visitantes. Por outro lado, espectáculos consagrados como a “Música no Coração”, que está a terminar a sua exibição no Rivoli, deveriam ser mais abundantes e deveria ser feito um maior esforço por parte dos vereadores e dos directores dos teatros para que o Porto recupere a sua mística. Sem dúvida que a criação de mais postos de turismo, espalhados pela cidade, contribuiria em muito para a divulgação destas iniciativas.

 

Uma cidade mais animada é tudo o que pedimos e lutamos.

 

Queremos ver o Porto reconhecido, desta vez como um exemplo para Portugal e para o Mundo.

publicado por Invictus às 18:58

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Reflexão - Mobilidade

Sendo um dos objectivos fulcrais do nosso projecto a mobilidade, tem exigido da nossa parte muito trabalho e muita dedicação.

A ideia de mobilidade surge cada vez mais em foco na sociedade portuguesa. Um país feito igualmente para todos é uma prioridade e uma necessidade que é colmatada com novas iniciativas, tendo em vista o bem-estar geral.
Foi a falta de informação da população portuense que nos “mobilizou” a acolher este tema para reflectir e actuar na cidade.
Deslocamo-nos pela cidade de sete maneiras diferentes, pondo à prova a Invicta e os seus meios nestes percursos. Surgiram todo o tipo de dificuldades, para as quais pesquisamos e imaginamos soluções.
Uma das maiores dificuldades que encontramos foi a travessia das passadeiras. Um cego, ao atravessar, não tem nenhuma indicação se, a certo ponto, sair da área da passadeira. Uma pessoa numa cadeira de rodas não se pode queixar da falta de rampas, mas não deixa de poder notar a extrema inclinação da maioria das mesmas. Um peão numa passadeira sem sinalização adequada atravessa a estrada sempre com o “coração nas mãos”.
Por estes motivos surgiu uma solução agradável e eficaz, as passadeiras elevadas. Este tipo de arquitectura já se encontra em muitas cidades do país e da Europa, sendo caracterizada por uma ampla lomba, aproximadamente do tamanho do passeio, que indica ao cego que se está a afastar da passadeira ou que facilita a travessia ao utente de cadeira de rodas.
Estamos, no entanto, conscientes que não é possível colocar este tipo de passadeiras em todos os locais, pelo que sugerimos que nos locais onde as passadeiras elevadas não são viáveis, os passeios sejam rebaixados e sejam colocadas linhas guia nas extremidades das passadeiras.
Para atravessar uma passadeira é necessário primeiro encontrá-la. Um cego que não esteja ainda familiarizado com a área poderia facilmente obter essa informação se, no raio de um metro e meio da passadeira, fossem colocados pinos com cerca de dois centímetros de altura. Este tipo de adequação já é utilizado em várias cidades europeias com Bruxelas e Barcelona. Apreendemos destas cidades que este esforço apenas se justifica se a mesma textura for adoptada por toda a cidade.
Os sinais sonoros dos semáforos foram sendo silenciados devido ao descontentamento dos moradores. Para evitar distúrbios sonoros e ainda garantir que um cego possa autonomamente atravessar a passadeira apostamos na colocação de chips nos semáforos. Estes chips têm informação da cor do semáforo e são lidos por um dispositivo portátil que transforma a informação electrónica em informação sonora. Este tipo de material pode ser distribuído por exemplo pela empresa Ataraxia, no entanto ainda não se encontra nas cidades portuguesas.
Este mesmo sistema de chip pode ser utilizado nas paragens dos autocarros, informando do número dos veículos que efectuam paragem naquele local.
No entanto, uma vez dentro do autocarro, é necessário reactivar a informação sonora e garantir que todos os veículos tenham rampas de acesso e local próprio para a cadeira de rodas.
Numa perspectiva mais activa, verificámos na cidade uma imensa falta de infra-estruturas para ciclistas. Assim, sugerimos a colocação de ciclovias e de semáforos para bicicletas nas principais artérias da cidade.
Diariamente, circulam pela cidade milhares de automóveis. Foi uma grande preocupação para o nosso grupo e, depois de muita ponderação, concluímos que o metro é um dos melhores substitutos do carro particular. Para colmatar as falhas do metro (pois ainda não chega a todo lado), sugerimos a criação de parques de estacionamento perto das estações de metro. Como exemplo temos a estação do Estádio do Dragão, do Fórum da Maia e de Francos.

Uma última, mas não menor, dificuldade na mobilidade dentro da cidade do Porto são as caixas de multibanco, caixas automáticas de compra de Andante,entre outras. Estas caixas são demasiado altas e sem informação sonora. Assim, sugerimos o rebaixamento de todas as caixas e a colocação de um software que forneça informação audível ao utilizador.

publicado por Invictus às 14:18

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Uma outra visão da cidade

De forma a percebermos os maiores problemas do Porto para um turista, resolvemos fazer uma entrevista a uma professora irlandesa que está a viver na cidade Invicta. Agradecemos, desde já, mais um apoio para o nosso projecto.
 
Why you came to Portugal?
Porque veio para Portugal?
 
My partner was offered a job in Vila do Conde and then I found a job in Porto.
O meu namorado foi convidado para um emprego em Vila do Conde. Entretanto, eu também arranjei trabalho no Porto.
 
What attracts you the most in our city?
O que a atrai mais na nossa cidade?
 
The people, food and night-life are great.
As pessoas, a comida e a vida nocturna são fantásticas.
 
Is it difficult for a foreigner to get used to Portuguese living style?
É difícil para um estrangeiro habituar-se ao estilo de vida português?
 
It’s easy to get used to the laid-back life-style, but it is hard to accept the lack of organisation and bad driving.
É fácil habituarmo-nos ao seu estilo de vida descontraído mas é difícil adaptarmo-nos à falta de organização e à condução.
 
What are the main differences between Porto and Dublin?
Quais são as maiores diferenças entre o Porto e Dublin?
 
Porto is bigger and has better public transport. However, there is more pollution here.
O Porto é maior e tem melhores transportes públicos. Apesar disso, é uma cidade mais poluente.
 
Is the Porto Tourism Centre helpful enough?
O Posto de Turismo do Porto dá ajuda suficiente aos estrangeiros?
 
I’ve never been there. I don’t even know where it is.
Nunca estive lá. Nem sei onde é que isso é.
 
In your opinion, what are the main priorities to make Porto a better city for tourists?
Na sua opinião, quais são as prioridades para fazer do Porto uma melhor cidade para os turistas?
 
More information is needed. More taxi-drivers and bus-drivers with the knowledge of English. More maps.
É necessária mais informação. Os condutores de táxis e autocarros deveriam saber pelo menos a língua inglesa. Mais mapas da cidade.
publicado por Invictus às 09:16

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Mississippi Jones Act

.sabia que...

desde 18 de Abril o Porto passou a ter um Código Regulamentar do Município?

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